Cachoeiras, mirantes e voo livre nas montanhas
Vargem Alta, na Região Serrana do Espírito Santo, possui belezas naturais e atrações para quem curte o turismo de aventura
Chamada de “Suíça Capixaba”, Vargem Alta atrai visitantes que gostam das temperaturas amenas. Mas não é só isso que faz do município, localizado na Região Serrana do Espírito Santo, um destino apreciado pelos turistas. Além das riquezas naturais, entre elas as belas cachoeiras, a cidade possui grande potencial para o turismo de aventura.
Antes, porém, vale citar algumas curiosidades sobre o município, para destacar a importância de Vargem Alta no cenário capixaba. A exploração de rochas ornamentais no Espírito Santo começou na cidade, quando, em 1957, foi extraído o primeiro bloco de mármore no distrito de Prosperidade.
Outro orgulho para os vargem-altenses é o monumento natural O Frade e A Freira, presente em tantas fotos de viajantes que circulam pela região. “A maior parte dele está no nosso território”, destacou a secretária municipal de Turismo, Cultura e Esporte, Cris Viana.
A cidade vem desenvolvendo um projeto de divulgação para fortalecer a atividade turística. “Temos muitos atrativos que precisam ser conhecidos”, comentou.
Entre eles, estão três belas cachoeiras. A Cachoeira do Caiado, na Comunidade de Guiomar, possui águas cristalinas, fica aberta o ano todo e tem estrutura com banheiro e restaurante. A Cachoeira do Brother, em Castelinho, é a mais alta do município, com cerca de 40 metros de queda d’água, e é indicada para contemplação.
A Cachoeira da Concórdia, na divisa com Rio Novo do Sul, é ideal para famílias com crianças, pelo curso leve e pouca profundidade.
“Por estarmos em uma região de montanhas, temos, também, muitos mirantes. Os mais conhecidos ficam no território de municípios vizinhos, mas quem não conhece o mapa pensa que são daqui. O Mirante de Princesa, por exemplo, pertence a Rio Novo do Sul, mas é mais perto de Vargem Alta”, citou.
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O mesmo acontece com o Mirante Alto Formoso, que, no mapa, está em Cachoeiro de Itapemirim. No local, que possui restaurante e área de lazer, existe uma rampa de parapente, com instrutores para a prática de voo livre.
Outra atração para quem quer curtir o turismo de aventura em Vargem Alta são os paredões do distrito de Prosperidade, destino certo para os praticantes de rapel.
Viagem pela história com presépio e prédios antigos
Quem visita Vargem Alta também se encanta com a cultura local. A região, cujo clima atraiu imigrantes italianos no final do século 19, possui construções centenárias, que oferecem aos turistas uma viagem pela história.
O prédio do antigo Colégio Salesiano, no distrito de Boa Esperança, é uma delas. Construído no início do século 20, abrigou a primeira instituição de ensino do município. Atualmente, está sendo reformado para sediar o Centro Estadual de Educação Técnica Giuseppe Altoé.
Outro cartão-postal de Vargem Alta é o presépio mecânico, que fica no distrito de Jaciguá, em frente à Igreja São João Batista. Criada pelo artesão e músico salesiano Agostinho Bastianello, a ornamentação com peças de madeira, metal, gesso, lata e plástico é dividida em dois palcos. Juntos, formam 41 cenas que se movimentam. A visitação é gratuita e deve ser agendada pelo telefone (28) 99959-2740.
Quem curte levar para casa delícias do destino visitado precisa incluir no roteiro do passeio por Vargem Alta os sítios que fazem parte do agroturismo local. Há propriedades em que é possível colher frutas, degustar e comprar produtos feitos nas fazendas.
O Sítio Casa da Mata fica em Alto Castelinho, distante aproximadamente 30 quilômetros da sede do município. No local, o proprietário, Ivo Mazocco, recebe visitantes de quinta-feira a domingo, das 8 às 17 horas.
“Produzimos queijo frescal, ricota, vinho, suco e geleia de uva, que podem ser degustados e comprados na propriedade. Também oferecemos aos turistas a experiência de colher uva e morango”, contou ele.
Outras opções para aproveitar o agroturismo na cidade são a Estância Poly Flora e o Sítio Dus Grillo, em Castelinho, e a Cantina Votillio, em Taquarussu, todos com o sistema “colhe e paga” de uva, em que os visitantes escolhem a fruta diretamente na parreira.
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